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Dia 13 – Livermore

Na verdade, passamos o dia em San Francisco. Mas vou deixar Livermore no título para facilitar a organização das informações. Então, bem cedo fomos para San Francisco. Já falei que moraria lá facim, facim? Pois é, moraria, viu?

Chegamos e fomos direto para a California Academy of Sciences. Um dos melhores lugares que visitamos até agora. Logo de cara em um dinossauro, bem na entrada. Depois tem uma bolha gigante que é uma mini rainforest, com várias árvores, plantas e animais, inclusive do Brasil. Era engraçado ver os americanos sufocando na humidade da bolha.

Lá no fundo da bolha, tinha um aquário com vários peixes típicos e dava pra galera passar por baixo.

E aí depois tinha vários animais, de vários lugares. Tinha aquário, animais da África, aqui da California… uma infinidade tão grande que nem consegui ver tudo. Os jacarés albinos, por exemplo, não vi mas comprei souvenir! =D

Foto do Rob!

Mais pinguins pra Tice!

Logo em seguida atravessamos a praça e fomos para o De Young, um museu de arte MUUUUUUITO bacana! Eu devia morar era em San Francisco, já falei isso?

A praça

De Young, do outro lado.

E um bando de brasileiros fazendo graça no meio do caminho.

O museu é fantástico, mas tá a pau a pau com o Aquário de Monterey no quesito “Loja de Souvenir mais cara do mundo”. Eu bem que queria, mas não rolou de comprar lembrancinha. Se bem que, né? Se eu for comprar lembrancinha de cada lugar que eu visitar, tô lascado. Vejam as fotos.

É muito comum ver o estutandes desenhando algumas das obras.

Pensa na fralda que esse alfinete prende...

Depois foi hora de pegar o caminho da roça e voltar para Livermore. Ainda tínhamos uma festa pela frente.

Chegando em Livermore, tivemos um jantar bem legal na casa do TJ. Vários rotarianos foram lá conversar com a gente, muita comida… e no final uma simpática senhora ainda cantou músicas brasileiras. Pronto, falou em música, lá foi Nilza e Marcelo brincarem de cantar para os americanos. A coisa rendeu até tarde.

Na volta pra casa, fui ver as coisas de DeMolay do Rob, tirei várias fotos para mostrar para os meninos do Capítulo. E depois rolou aquele desagradável momento de arrumar as malas. No dia seguinte seguimos para Castro Valley.

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Dia 12 – Livermore

Hoje o dia começou com uma visita à La Positas College. Finalmente estou entendendo melhor como funciona essa coisa de colleges e univesity. Pelo que deu pra perceber, o pessoal vai para as colleges quando não consegue entrar nas universidades ou quando não sabe o que fazer da vida. Daí estuda-se lá por dois anos e depois já tem ingresso garantido nas universidades. Se entendi certo, um diploma de college não serve pra nada, a não ser pra eliminar dois caríssimos anos na universidade. Se eu estiver errado, podem corrigir.

Pois bem, acontece que na casa do Rob tem gato. E desses que andam pela casa toda soltando pelo. A cama que eu dormi devia ser o lugar favorito da gata, porque tinha uma quantidade considerável de pelos. Resultado: acordei com uma alergia bacana e completamente indisposto para a programação do dia. Fui na raça.

Não achei muita graça nessa visita. Deve ser por causa da alergia, o resto do pessoal adorou!

De lá fomos para a já tradicional visita à prefeitura. Fomos recebidos por uma simpática mocinha que estava aprendendo a falar português. Como o Rob já foi líder de equipe de IGE no Brasil, os dois ficaram todos felizinhos brincando de fazer piadinhas em português. A prefeitura daqui é bem legal, ele têm um projeto de orientar as pessoas a construírem casas ecologicamente corretas, reciclando materiais, aproveitando melhor a luz do sol, etc. Bem interessante.

Quando estávamos andando pela galeria de ex-prefeitos e ex-vereadores, vi a foto de uma doninha que é a cara da Lele do TDUD?. Presta atenção:

Dona Helen, te dou um dado? Você é a cara da Lele!

Em seguida fomos para a Delegacia. Rolaram as fotos clássicas de palhaçadas no carro da polícia. Infelizmente nossa guia não nos deixou fazer macaquice na prisão. Inclusive, a prisão era igual a do Dr. Hannibal, com vidro e tudo mais. Ah, e teve também a parte de investigação criminal. Eles têm um laboratório super legal com várias ferramentas para investigar os crimes. Fiquei me sentido no CSI: Livermore. Mas fiquei meio com vergonha de tirar foto nessa parte.

Essa é minha melhor cara de marginal. Convence?

Tia Nilza!

A próxima parada foi a biblioteca. A visita mais legal do dia! Muito moderna, muito organizada, com várias opções de interação com a comunidade. Nossa guia era uma rotariana que falou o tempo todo, mostrou cada detalhe, cada espacinho do lugar. Muito legal!

Essa máquina é muito legal. Os funcionários pegam os livros que são devolvidos pelos sócios da biblioteca e colocam na esteira. A máquina lê o código de barras e separa o livro de acordo com sua classificação.

A guia.

Daí chegou a hora do almoço. Passamos em uma lanchonete, pegamos um montão de sanduíches e fomos fazer um piquenique no parque. Tinha um lago artificial, com montanha e florestinha… igual o Country Clube em Formiga. Comemos horrores e depois ainda tivemos tempo para uma bodadinha. Tava bom…

Isso é um corvo?

Eu também estava lá!

Depois rolou um momento “recordar é viver”. Fomos visitar uma fazenda! No caminho paramos para ver um lago artificial. A semelhança com as montanhas de MG é impressionante. E o tal lago lembra muito o Lago de Furnas.

MG ou Califórnia?

Twenty four!

As vacas que aqui ruminam, também ruminam como lá.

Um cavalo de casaco azul

Depois da viagem a Minas, voltamos para Livermore e tivemos uma festinha rápida na casa de um rotariano. Foi até engraçado, porque parece que eles ensaiaram as perguntas. A cada 5 minutos chegava um rotariano e repetia as mesmas questões que tinhamos acabado de responder para o colega anterior. Fora isso, a festinha foi legal. A gente é sempre o centro das atenções. Como diz o Marcelo, vamos chegar no Brasil insuportáveis. Um mês inteiro sendo mimados de todas as maneiras possíveis… isso não vai prestar. Minha mãe vai querer me devolver.

Nossa equipe e a dona da casa. Sorry, esqueci o nome dela.

E o povo come! Comi igual um condenado e depois da festa o Rob ainda quis arrumar jantar, mas eu falei que não conseguiria comer mais. Ele não se conformou muito e resolveu comprar pelo menos um sorvete. Sorvete roxo! O negócio é feito com uma espécie de batata doce oriental e côco (daqui a pouco o Lucas vem corrigir se eu tiver escrito errado). Então, mas o sorvete é bom.

Sorvete das Fia do Jorge

E quando estávamos voltando da sorteveteria, fez-se a luz! Desde que cheguei, percebi que antes dos cruzamentos, antes de escreverem STOP no chão, eles escrevem XING. Eu, na minha infinita cultura, concluí que XING significa PARE em alguma língua oriental. É, porque, né? O que mais tem por aqui é oriental.

Mas aí o Rob me explicou que na verdade o X não é um X, é um símbolo, tipo uma cruz. Vamos entender X = CROSS. CROSS + ING = CROSSING = CRUZAMENTO. Uma coisa dessas muda a vida do ser humano, não muda?

Obriga-du!

Hoje foi recorde de público nesse blog! 135 pessoas passaram por aqui. Muito obrigado pelos comentários, pelos e-mails e recados no orkut! A viagem está ótima e é muito bom poder contar para vocês as coisas que vejo por aqui.

Acabei de chegar de San Francisco e daqui a pouco tem um jantar na casa do TJ. Por falar em jantar, quero citar alguns hábitos que as pessoas aqui têm que… bom… então, são hábitos.

1) Eles acham normal assoar o nariz durante as refeições. Levantar da cadeira, ir no banheiro? Pra que? Tem um guardanapo ali mesmo… Sério, isso acontece em restaurante, reunião do Rotary, em casa. É medonho.

2) Em todos os lugares os guardanapos são de pano. Isso é bem legal!

3) Eles fazem muito barulho para comer e beber. Devem achar legal compartilhar com a galera o momento exato em que engolem qualquer coisa.

4) Eles fazem perguntas estranhas. Tipo: “Qual a porcentagem de etanol na gasolina do Brasil?” “Quanto você acha que minha casa vale?” “Sua cidade fica a quantos metros do nível do mar?” e sempre tem a clássica: “Você mora muito longe da Amazônia?”

5) As cidades são mesmo irritantemente limpas. Chega a dar raiva, porque nunca tem lixo na rua, no chão. E eu nunca vi um gari ou alguém limpando nada. Parece que tudo é naturalmente limpo. Ahá! Mas hoje eu peguei um cara no flara! Bem vi ele jogando uma bituca de cigarro no chão. Quase chamei a polícia.

6) Eles acham que a gente só pode fazer uma grande refeição por dia. Se eles comem muito no almoço, o jantar é salada e carne. Se eles sabem que o jantar vai ser caprichado, almoçam um pacote de batata.

7) Eles estão muito preocupados com alimentação. Os produtos estão sempre destacando suas vantagens nutricionais. Chegam a inventar coisas estranhas. Ontem eu tomei um refrigerante de kiwi com abacaxi que era transparente. E no rótulo o fabricante tava todo feliz contando que não tinha sódio nem corante. A Tice ia se orgulhar de mim.

8) Tudo aqui é grande. (Pausa para sua piada sem graça com conotação sexual. Pronto? Riu sozinho?) Os produtos sempre vem em embalagens absurdamente grandes. Ontem o TJ comprou um pacote de batata frita para o almoço. Deu para sete pessoas comerem e ainda sobrou.

9) Nunca vi um povo tão educado. Eles pedem desculpa e licença pra tudo. A vez do outro aqui é uma coisa sagrada. Fila é uma quase uma instituição de divina! Igualzinho no Brasil.

10) A noção que eles têm que o que público pertence a todo mundo é muito legal. Ontem visitamos uma biblioteca e mesmo os livros bem antigos estavam muito bem conservados. Acho que no Brasil as pessoas pensam que o que é público pertence a elas mesmo, então pode estragar. Aqui eu entendo que eles pensam o contrário, se é público, é de outra pessoa também e eu tenho obrigação de cuidar bem.

Agora vou ali tomar banho que já são 05:00 e tá quase na hora do jantar. Sim, já estou acostumado a jantar com o sol rachando lá fora. Aqui também tem horário de verão.

Tô ahazando, bi!

Olha que coisa bacana, o pessoal do Rotary Club São Paulo fez um post sobre o IGE e citou meu blog!

O link para o post deles é esse. Olha o que a Denise fala: “O outro é um grupo que saiu de Minas Gerais, distrito 4560, com destino à Califórnia. Quem está narrando este trajeto é o Rafael Xavier (@rafael_xavier) em seu blog pessoal. Ele começa a contar sobre o intercâmbio no dia 02/04/2010. Vale a pena acompanhar pois é uma narração cheia de fotos e impressões. Dá a sensação de estar com ele conhecendo os pontos turísticos da região”

Ahazei!

Um abraço pro pessoal do Distrito 4610 que chegou no final de semana passado na Carolina do Norte.

Informação aos navegantes!

Aqui, é bom avisar que o post das aventuras do embarque agora tem fotos!

O link é https://rafaelxavier.wordpress.com/2010/04/04/its-gone/

Direto do túnel do tempo…

Essa foto de San Francisco tinha passado batida, mas é tão cretinamente boa que merece um post especial.

Nosso grupo parece um monte de adolescente. É só reunir os 5 para começar as crise incontroláveis de risos, a palhaçada e a baixaria (baixaria de muito bom gosto, que fique bem claro). Esse grupo nem parece aquelas pessoas sérias e compenetradas da primeira reunião. Tenho certeza que estamos levando o nome do Distrito com toda responsabilidade, mas a diversão também é garantida!

Dia 11 – Gilroy + Livermore

Mais uma maratona de fazer as malas, despedidas e etc. Essa é a pior parte, sempre!

Antes de partimos defitivamente de Gilroy, fizemos uma escala na Christopher High School, uma escola muito moderna que ficou pronta em agosto passado. Muito legal! Os alunos tem uma estrutura completa à disposição. Conhecemos quase todas as dependências, entramos em algumas salas de aula e eu fiquei me matando de inveja. Inclusive, a frase que eu mais falo nessa viagem é  “Moraria aqui fácil.” Mas aqui… por nada não… mas, nuh que povo feio! Jesus amado! Não vou colocar foto dos alunos aqui porque, né? Não rola. Mas acreditem, a molecada era feia com força.

E o alho firme e forte, marcando presença!

Nessa hora eu tive certeza que o Zac Efron e a Vanessa Hudgens iam entrar cantando.

Terminada a visita, pegamos uma hora de estrada e chamos em Livermore. Fomos direto para o hotel onde o Clube daqui se reúne. Conhecemos nossos novos hospedeiros. Estou na casa do Rob, um arquiteto aposentado MUITO gente boa! E adivinhem? DeMolay também.

A reunião foi muito tranquila. Fizemos uma apresentação rápida e conhecemos o Joe, líder da equipe que vai visitar nosso Distrito em maio.

Nilza e TJ, nosso anfitrião pelos próximos 3 dias.

Algo me diz que vou sentir muita saudade disso tudo!

Eu e minha clássica piada com o nome da minha cidade.

Depois da reunião, fomos conhecer o lixão da cidade. Não sei se era o sono pós almoço, se foi o vento muito frio ou o assunto muito técnico. Mas confesso que não consegui prestar muita atenção nas explicações dos guias. Só sei que eles fazem uma gás combustível com o gás liberado pelo lixo. Ah, sei também que o Flávio podia muito bem arrumar uma vaga no Village People com essa roupa.

It's fun to stay at the YMCA!

O da barbicha branca é o Rob, meu hospedeiro.

Em seguida fomos conhecer uma vinícola. Sim, essa região além de super high-tech, é conhecida pelos vinhos. Desde Gilroy a gente percebeu a enorme quantidade de vinícolas na beira das estradas. Fomos conhecer a Concannon. Nosso guia era muito legal e nos mostrou cada detalhe de todo o processo de fabricação dos vinhos. No final ainda rolou uma degustação das pérolas da casa.

Legal a casa, né? Mas era só enfeite, tem nada a ver com a empresa.

Vento safado!

Andrea queria levar um desses pra cada de qualquer jeito.

Flávio, Rob, eu, Joe (o líder que falei), Nilza, Andrea e Marcelo

Reparem na simpatia da galera depois da degustação do vinho… Depois fomos cada um pra casa. Na verdade, eu e Nilza, acompanhados dos respectivos hospedeiros, fomos tentar comprar produtos eletrônicos das encomendas da galera no Brasil. Na primeira loja não deu certo e Nilza desistiu. O São Rob me levou em uma outra loja lá longe e agora a Dona Ticiane é uma feliz proprietária de uma câmera digital que vai me quebrar um galhão na segunda parte da minha jornada.

Depois foi o de sempre, jantar, papo e cama!

Ainda preciso contar o dia de hoje, mas já são meia noite e amanhã vamos pra San Fracisco de novo. Melhor eu ir dormir porque a andança vai ser forte.