Dia 17 – Napa Valley

Mais um dia de mudanças. Ontem eu já tinha adiantado as despedidas com os presentes, fotos e etc. E como hoje o dia começou beeeem cedo, partimos logo para a sessão de fotos.

Michael e Sergei adoraram as bolinhas de futebol.

Olga e Kern

Passamos na casa do Mark para pegar o restante do pessoal e fomos para Pleasanton. Chegamos lá encontramos Rich, nosso guia em Napa Valley; Larry, o oriental mais engraçado que já vi e o Governador do Distrito 5170, meu amigo Loren Harper. Deixamos as malas por lá e seguimos para Napa Valley, o vale dos vinhos californianos.

Olha, eu sei que o IGE é um programa sério, mas levar um grupo de 5 brasileiros igual a nós para degustar os vinhos de 4 vinícolas… bom, deu certo até determinado momento. Pensa comigo, cada degustação a gente toma 1/4 da taça. Em média são 6 ou 7 vinhos em cada vinícola. Foram 4 vinícolas. Fora o almoço. Não prestou. Para vocês terem uma idéia, voltamos pra casa cantando Mamonas Assassinas como se fosse o melhor exemplo da música popular brasileira.

Pose no monumento na entrada de Napa Valley

Close na galera: meu amigo Loren Harper, Flávio, eu, Rich, Nilza, Andrea e Marcelo. Tem alguém com frio?

Primeira vinícola. Todo mundo prestando atenção na explicação do guia.

Vinho dormindo.

Cenário da primeira degustação. Vai vendo.

Aqui na California, se você pagar 50 dólares, tem direito de ter uma placa personalizada para seu carro. Obviamente, ninguém pode usar um modelo que já exista. Mas a idéia é bacana, porque o povo solta a imaginação. Vejam a placa do carro do meu amigo Loren Harper. Prestenção na marca do carro também.

LV + AG (prata = silver) + ado = Love Silverado!

Segunda vinícola.

Desculpa, mas em plena terça-feira, enquanto o mundo inteiro trabalhava, eu estava almoçando em um típico chateau e o menu era champagne, salmão defumado, alcaparras e damascos. Sorry, periferia. Eu tô falando que vou voltar para o Brasil insuportável e vocês não estão acreditando. Me deixem aqui sendo mimado que vocês ganham mais.

Pois bem, lembram que já tinhamos passado por uma vinícola? Almoçamos com duas garrafas de champagne e começamos nosso tour degustativo por esta vinícola que produz o tal champagne. Foi muito legal porque pudemos encontrar duas celebridades: Clodovil e Príncipe Charles.

No meio do caminho Flávio e Jarry, como qualquer pessoa sensata, decidiram parar de beber. Eu e Marcelo, como qualquer pessoa sem noção, passamos a furtar o conteúdo das taças deles.

Essa é a razão da simpatia, do poder, do algo mais e da alegria!

Detalhe: no auge da simpatia, alguém resolveu contar pro Larry que desde cedo estávamos chamando ele de Jaspion. Ele achou ótimo e aí o apelido pegou mesmo. Deve ser por isso que não consigo lembrar se o nome correto é Larry ou Jarry.

Na terceira vinícola a coisa desandou de vez. Comprei souvenir, tirei foto de todas as plantas, da fonte, da loja, da fachada… ainda bem que meu amigo Loren Harper já tinha ido embora.

Isso, o foco tá otchimo...

Na quarta, a gente só foi pra tomar vinho mesmo. Até o Rich já estava alterado. Nessa a gente podia escolher entre experimentar quatro vinhos ou escolher um só e ganhar uma taça cheia. Adivinha o que todo mundo escolheu?

Tá tudo girando, tio.

Como disse, voltamos pra casa cantando as pérolas da MPB. No final o Rich comentou que toda equipe de IGE volta pra casa bêbada, mas a gente foi a primeira que cantou! Isso aí, galera, parabéns pelo pioneirismo.

Voltamos para a casa onde deixamos nossas malas e descobrimos que os rotarianos estavam preparando uma festa pra gente. Festa, gente! Comida, bebida e conversa. Ainda bem que o fogo já tinha passado e estávamos começando a curtir os primeiros sintomas da ressaca. No caso, a ressaca da Andrea é um pouco diferente.

As garrafas são meramente ilustrativas.

Eu, Flávio e Marcelo preferimos nos divertir com as cadeiras super confortáveis da sala de TV.

Olha a alegria de quem descobre que vai ficar hospedado nessa casa!

A festa rendeu até tarde, mas a gente não estava aguentando mais nada. Quando a grande maioria dos convidados já tinha ido embora, nós pedimos licença e fomos dormir.

Dia 16 – Castro Valley

Hoje foi o primeiro dia vocacional de todo IGE. E, atenção, este post contém spoilers sobre os próximos episódios. Então, eu e Kern saímos de casa para visitar uma pequena agência local. Na verdade, o lugar é mais uma gráfica rápida do que uma agência. O cara fornece brindes, papelaria, camisetas e sites. Mas o forte dele é a impressão do material. É uma empresa bem pequena, que existe há mais de 20 anos e vem tentando se ajustar às necessidades do mercado. Oi, mas esse blog não era um diário de bordo? Pois bem, a visita terminou com o proprietário tentando me convencer que PC é muito melhor que Mac, inclusive no quesito qualidade de imagem.

Logo depois fomos para Oakland visitar o departamento de comunicação do banco em que o Kern trabalhava. Preciso dizer que agora o relacionamento entre hóspede e hospedeiro está bem melhor. Longe dos outros, mas bem melhor. No banco, descobri que eles estão vivendo uma situação muito parecida com que o pessoal do Uni viveu. O banco foi vendido recentemente e o novo dono já trabalha com uma agência, então o pessoal do departamento de comunicação está meio perdido, com uma redução enorme na equipe e tal. Mas lá fomos nós.

Se pensarmos que era um departamento de comunicação, a estrutura era incrível. Eles não trabalham com duplas pré-estabelecidas, são vários diretores de arte e vários redatores. Tem uns 2 produtores gráficos, alguns profissionais de tráfego, RTVC… igual uma agência grande no Brasil. A moça que nos recebeu era muito simpática e a conversa rendeu que foi uma beleza!

Depois do almoço voltamos para Castro Valley e fizemos uma horinha até o Kern me levar para encontrar o Allan que, por sua vez, me levou para conhecer a sede do REAA. A partir de agora o post é dedicado aos amigos DeMolays e maçons.

O prédio todo é muito bem decorado. Muito ricamente decorado, para falar a verdade. Vários detalhes dourados, cortinas de veludo, muita madeira, muito gesso. E o legal aqui é que cada Rito adota um tipo de serviço filantrópico. Por exemplo, o REAA tem uma espécie de asilo, o Rito de York fornece próteses para crianças… e assim vai.

Fachada do prédio que dá para um lago bacana.

Salão de banquetes

Outra visão do salão de banquetes

Detalhe do teto na entrada.

Hall de acesso ao banheiro feminino. Oi?

Sala de confraternização dos irmãos para antes das reuniões.

Biblioteca que pode ser transformada em templo

As próximas fotos não estão muito boas porque o nosso guia não ficou muito feliz quando pedi para tirar fotos do templo. Nem sei por que. Primeiro porque não parece templo. Depois porque eles alugam o lugar para festas de formatura de colégios. Ou seja, nexo não é exatamente o forte do colega.

Vista do prédio. Adoro a bandeira da California.

Terminada a visita, fomos para a casa do Allan tomar um vinho e fazer hora até o horário do jantar. A equipe de IGE se reuniu em um bar para jantar e conversar um pouco. Nilza foi visitar um hospital, Andrea e Flávio foram visitar uma escola e Marcelo foi para San Francisco participar de uma conferência sobre meio ambiente. Inclusive, o Marcelo é o que mais está aproveitando a viagem em termos profissionais.

Nesse bar eles servem umas cervejas artesanais muito boas. Tomei uma de laranja que era muito gostosa! Como eu tinha a reunião DeMolay em duas horas, não pude experimentar outras.

Seguimos então para a reunião dos meninos. Legal demais! Aquela coisa, o pessoal é bem mais frio que no Brasil. Alguns poucos meninos chegaram para conversar, os que vieram foi porque algum tio chamou. Mas a estrutura é a mesma. Tem o Conselho que dá palpite, o tio empolgado que quer ver a coisa funcionando, o senior mala que dá palpite em absolutamente tudo, os DMs empolgados e outros que não sabem o que estão fazendo lá. Além disso, contamos com a presença de mães, pais e irmãs durante toda a reunião. O ritual é exatamente igual, nos mínimos detalhes. E os pais assistem tudo!

Durante a reunião, um dos seniores comentou que eles tinham um convidado especial do Brasil e que seria legal se eu pudesse falar uns 10 minutos sobre a ODM no Brasil. Coisa boa… falar 10 minutos, sem me preparar, em inglês e sem nenhum recurso audiovisual. Ainda bem que era sobre um tema que eu domino. Deu tudo certo! =D

Terminada a reunião ritulística, me entra uma menina com coroa e faixa. Era a Sweetheart do Capítulo. Até que a iniciativa é interessante. Ela faz a chamada, confirma se todos os assuntos agendados foram realmente discutidos em reunião e… confere se os meninos estão devidamente vestidos (!!!).

Ah, pode clicar na foto abaixo que ela fica grande. (Insira aqui sua piada de conotação sexual)

Capas e roupas coloridas!

Depois foi a hora de interagir de verdade. Ganhei um ritual em inglês e dei o meu em português (que só vai servir de souvenir, né?). Entreguei também alguns pins dos 10 anos do meu Capítulo e outros de DM no Brasil. Se o Gui Santos estiver lendo isso, vai gostar de saber que agora tem um DeMolay americano feliz da vida usando um pin do SCODB.

E mais uma sessão de fotos do templo. Não é todo dia que se vê um do rito de York, né?

Porta A

Porta B

2C

1C

MC

Essa cadeira ficava de frente para o 2C. Não sei quem senta aí na reunião dos bodes.

Em seguida fomos pra casa. Infelizmente os meninos já estavam dormindo. Como amanhã o dia começa cedo, entreguei os presentes hoje mesmo. E foi super legal, ganhei alguns presentes típicos da Ucrânia, mostrei as fotos do Brasil e a conversa rendeu bastante. Acho que agora eles entenderam o que eu estava fazendo lá. =D

Dia 15 – Castro Valley

Graças ao bom Deus, hoje é domingo, dia de dormir até tarde. Acordei por volta das 10, postei alguma coisa no blog, falei com o pessoal no Brasil e levantei para tomar café da manhã. Oi? Sim, fiz isso tudo antes de levantar da cama.

O programa de hoje era um jogo de baseball. Ontem o Mark bem que tentou explicar as regras pra gente, mas só o Marcelo conseguiu entender alguma coisa. Pode me chamar de burro, mas não consegui ver sentido nesse jogo. Ah, sim… e  a comunicação com os hospedeiros continua complicada. Inclusive, acho que não rolou aquela simpatia mútua que vinha acontecendo com as outras famílias. Por exemplo, hoje na mesa de café da manhã, a Olga perguntou pro Mark por que eles tinham que me hospedar. E ele respondeu que era porque ninguém mais do clube podia. E eu ali, assistindo tudo. Constragedor foi pouco.

Pois bem, passado o momento Casos de Família, fomos para o jogo. Chegando lá, descobri que filtro solar e boné fazem muita falta nessa vida. Tentei quebrar o galho com uma touca, mas tava muito quente. Ainda bem que o São Marcelo dividiu o dele comigo. Tá vendo, amigo é pra isso.

Bem amigos da Rede Globo, começa a partida!

O jogo começou e… bem… como era de esperar. Entendi coisa nenhuma! Era legal ver os caras correndo, a torcida torcia (!!!) de vez em quando… mas assim… acho que até os americanos acham o jogo meio chato, porque eles mais comem do que assistem o jogo. E eu fui obrigado a pagar 4 dólares por 500ml de Pepsi. Coragem, colega!

Cara de quem está entendendo tudo.

Como que entende esse placar, Cristo?

Fiquei pensando nos meus amigos do Brasil. Eu, que nunca fui num estádio de futebol, me vi ali no meio de uma partida de baseball. Tava até engraçado. Claro que em pouco tempo minha atenção se desviou do jogo. Por exemplo, de vez em quando tocavam umas musiquinhas para animar a torcida. E para ORIENTAR AS PALMAS, tinha uma demonstração no placar. Mas essa parte eu até entendo, porque já vi gente sem noção de ritmo, mas igual esse povo aqui, nunca!

Separe suas mãos.

Bata uma na oura no ritmo da música.

Além disso, o visual das pessoas é sempre muito engraçado. Tem um povo que sai de casa de pijama com muito orgulho. Não deu pra tirar foto de tudo porque, né? Como que justifica? Mas a mocinha na nossa frente tava pedindo pra ser registrada. Espia o cabelo.

Amy Winehouse, te admiro.

Só entendi que o jogo tinha acabado quando a galera começou a levantar pra ir pra casa. Aí foi hora de registrar o momento feliz!

Alguém reparou que a bandeira tá ao contrário?

Depois do jogo, paramos em um outlet para umas comprinhas da salvação. Dei graças a Deus por não ter comprado um caríssimo boné de 20 dólares durante o jogo. Por via das dúvidas, comprei um da Nike com a marca de Stanford por 6. Fora esse pequeno deslize, resisti bravamente aos meus instintos consumistas.

Em seguida, foi momento pizza, onde fui mais uma vez ignorado pelo meu hospedeiro. Logo depois, fomos para casa do Mark planejar a apresentação da conferência. Nuss, a conferência já é no próximo sábado. Pânico no lago.

Durante a reunião, fiz uma pausa para conversar no telefone com o Alan, um maçom que é rotariano aqui de Castro Valley. Agendamos uma visita à sede o REAA e ao Capítulo DeMolay daqui. Feliz demais.

Terminada a reunião o Mark me levou pra casa do Kern e cama!

Dia 14 – Livermore + Castro Valley

Hoje o dia começou mais cedo que o normal. Mais uma vez, foi dia de arrumar as malas, entregar os presentes e pegar a estrada. Antes da estrada, os rotarianos arrumaram uma atividade que combina muito comigo: uma caminhada. De três horas. Montanha acima. Preciso falar alguma coisa?

Espia a animação da galera! uhú

Eu caminhei.

E caminhei.

Cansei.

Não sei onde esse povo tava com a cabeça, mas convidaram um senhor de uns 900 anos para o passeio. E o danado aguentou até o final! Inclusive, teve uma hora que ele parou do meu lado e disse: “Que saudade dos meus 70 anos!” aham…

Bi, vou descansar, perae.

O topo! Espia Livermore lááááá no fundo...

O povo aqui tem mania de explicar tudo, tudo, mas tudo mesmo. Então, como não podia deixar de ser, arrumaram alguém para explicar sobre a topografia do alto da montanha. Alguém aí lembra da Escolinha do Professor Raimundo?

Dirceu Borboleta?

Golden Poppy: a flor símbolo da Califórnia

Jarry, um rotariano maçom que estava na caminhada.

Terminada a caminhada, fomos almoçar. Novamente um restaurante mexicano, e isso é bom! Nunca pensei que fosse gostar de comida mexicana. Daí a pouco o Mark, o novo hospedeiro chegou para nos pegar e nos levar para Castro Valley. As primeiras horas na companhia de um novo hospedeiro são sempre muito constrangedoras. É a hora de nos apresentarmos mais uma vez, respondermos as mesmas perguntas e de conhecer a programação dos próximos dias.

No caso de hoje, que é sábado, chegamos em Castro Valley no meio da tarde e ficaremos aqui até a manhã de terça. Fui sorteado para ficar sozinho com uma família hospedeira. O restante da equipe ficou com Mark e Leslie.

Pois bem, a princípio ficamos todos na casa do Mark, descansando e esperando dar a hora de um churrasco que seria feito em nossa homenagem.

O churrasco!

O churrasco foi na casa de um rotariano, obviamente, e vários outros rotarianos estavam por lá. Acho que esse foi a cidade com as pessoas mais frias até agora. Com exceção de um ou outro, a grande maioria estava mais interessada em conversar entre si do que conosco. Por exemplo, meus novos hospedeiros estavam lá e só se apresentaram como tal no fim do evento.

Passarei os próximos dias com o Kern, Olga e seus dois filhos: Sergei, de 8 anos, e Mike, de 6. O Kern tem um forte sotaque texano e a Olga venho da Ucrânia. Ou seja, a comunicação não flui muito facilmente. Os meninos são ótimos. Logo quando estávamos entrando no carro o Sergei me perguntou se eu falava “arábico”. Expliquei que não, que falava português. O menino ficou muito tempo pensando que meu país chamava português. Ou seja…

Devagar, bem devagar…

Gente, desculpem a falta de atualizações. A correria tá grande e nessa reta final o cansaço fala mais alto que a vontade de manter todo mundo informado sobre o que acontece por aqui.

Ainda tenho que escrever sobre o 14º dia, mas, na verdade, estamos há menos de uma semana do fim do programa. Já bateu uma saudade danda do Brasil e no final de semana passado, durante a conferência, todo mundo chorou várias vezes quando tivemos que nos despedir de algumas pessoas que, provavelmente, nunca mais veremos. Por esse aspecto, essa vai ser a pior semana. Então, crianças, tenham paciência. As piadas vão perder a graça e as fotos vão ocupar o lugar daqueles textos enormes, viu?

Quando eu voltar, conto tudo direitinho para vocês.

Dia 13 – Livermore

Na verdade, passamos o dia em San Francisco. Mas vou deixar Livermore no título para facilitar a organização das informações. Então, bem cedo fomos para San Francisco. Já falei que moraria lá facim, facim? Pois é, moraria, viu?

Chegamos e fomos direto para a California Academy of Sciences. Um dos melhores lugares que visitamos até agora. Logo de cara em um dinossauro, bem na entrada. Depois tem uma bolha gigante que é uma mini rainforest, com várias árvores, plantas e animais, inclusive do Brasil. Era engraçado ver os americanos sufocando na humidade da bolha.

Lá no fundo da bolha, tinha um aquário com vários peixes típicos e dava pra galera passar por baixo.

E aí depois tinha vários animais, de vários lugares. Tinha aquário, animais da África, aqui da California… uma infinidade tão grande que nem consegui ver tudo. Os jacarés albinos, por exemplo, não vi mas comprei souvenir! =D

Foto do Rob!

Mais pinguins pra Tice!

Logo em seguida atravessamos a praça e fomos para o De Young, um museu de arte MUUUUUUITO bacana! Eu devia morar era em San Francisco, já falei isso?

A praça

De Young, do outro lado.

E um bando de brasileiros fazendo graça no meio do caminho.

O museu é fantástico, mas tá a pau a pau com o Aquário de Monterey no quesito “Loja de Souvenir mais cara do mundo”. Eu bem que queria, mas não rolou de comprar lembrancinha. Se bem que, né? Se eu for comprar lembrancinha de cada lugar que eu visitar, tô lascado. Vejam as fotos.

É muito comum ver o estutandes desenhando algumas das obras.

Pensa na fralda que esse alfinete prende...

Depois foi hora de pegar o caminho da roça e voltar para Livermore. Ainda tínhamos uma festa pela frente.

Chegando em Livermore, tivemos um jantar bem legal na casa do TJ. Vários rotarianos foram lá conversar com a gente, muita comida… e no final uma simpática senhora ainda cantou músicas brasileiras. Pronto, falou em música, lá foi Nilza e Marcelo brincarem de cantar para os americanos. A coisa rendeu até tarde.

Na volta pra casa, fui ver as coisas de DeMolay do Rob, tirei várias fotos para mostrar para os meninos do Capítulo. E depois rolou aquele desagradável momento de arrumar as malas. No dia seguinte seguimos para Castro Valley.

Dia 12 – Livermore

Hoje o dia começou com uma visita à La Positas College. Finalmente estou entendendo melhor como funciona essa coisa de colleges e univesity. Pelo que deu pra perceber, o pessoal vai para as colleges quando não consegue entrar nas universidades ou quando não sabe o que fazer da vida. Daí estuda-se lá por dois anos e depois já tem ingresso garantido nas universidades. Se entendi certo, um diploma de college não serve pra nada, a não ser pra eliminar dois caríssimos anos na universidade. Se eu estiver errado, podem corrigir.

Pois bem, acontece que na casa do Rob tem gato. E desses que andam pela casa toda soltando pelo. A cama que eu dormi devia ser o lugar favorito da gata, porque tinha uma quantidade considerável de pelos. Resultado: acordei com uma alergia bacana e completamente indisposto para a programação do dia. Fui na raça.

Não achei muita graça nessa visita. Deve ser por causa da alergia, o resto do pessoal adorou!

De lá fomos para a já tradicional visita à prefeitura. Fomos recebidos por uma simpática mocinha que estava aprendendo a falar português. Como o Rob já foi líder de equipe de IGE no Brasil, os dois ficaram todos felizinhos brincando de fazer piadinhas em português. A prefeitura daqui é bem legal, ele têm um projeto de orientar as pessoas a construírem casas ecologicamente corretas, reciclando materiais, aproveitando melhor a luz do sol, etc. Bem interessante.

Quando estávamos andando pela galeria de ex-prefeitos e ex-vereadores, vi a foto de uma doninha que é a cara da Lele do TDUD?. Presta atenção:

Dona Helen, te dou um dado? Você é a cara da Lele!

Em seguida fomos para a Delegacia. Rolaram as fotos clássicas de palhaçadas no carro da polícia. Infelizmente nossa guia não nos deixou fazer macaquice na prisão. Inclusive, a prisão era igual a do Dr. Hannibal, com vidro e tudo mais. Ah, e teve também a parte de investigação criminal. Eles têm um laboratório super legal com várias ferramentas para investigar os crimes. Fiquei me sentido no CSI: Livermore. Mas fiquei meio com vergonha de tirar foto nessa parte.

Essa é minha melhor cara de marginal. Convence?

Tia Nilza!

A próxima parada foi a biblioteca. A visita mais legal do dia! Muito moderna, muito organizada, com várias opções de interação com a comunidade. Nossa guia era uma rotariana que falou o tempo todo, mostrou cada detalhe, cada espacinho do lugar. Muito legal!

Essa máquina é muito legal. Os funcionários pegam os livros que são devolvidos pelos sócios da biblioteca e colocam na esteira. A máquina lê o código de barras e separa o livro de acordo com sua classificação.

A guia.

Daí chegou a hora do almoço. Passamos em uma lanchonete, pegamos um montão de sanduíches e fomos fazer um piquenique no parque. Tinha um lago artificial, com montanha e florestinha… igual o Country Clube em Formiga. Comemos horrores e depois ainda tivemos tempo para uma bodadinha. Tava bom…

Isso é um corvo?

Eu também estava lá!

Depois rolou um momento “recordar é viver”. Fomos visitar uma fazenda! No caminho paramos para ver um lago artificial. A semelhança com as montanhas de MG é impressionante. E o tal lago lembra muito o Lago de Furnas.

MG ou Califórnia?

Twenty four!

As vacas que aqui ruminam, também ruminam como lá.

Um cavalo de casaco azul

Depois da viagem a Minas, voltamos para Livermore e tivemos uma festinha rápida na casa de um rotariano. Foi até engraçado, porque parece que eles ensaiaram as perguntas. A cada 5 minutos chegava um rotariano e repetia as mesmas questões que tinhamos acabado de responder para o colega anterior. Fora isso, a festinha foi legal. A gente é sempre o centro das atenções. Como diz o Marcelo, vamos chegar no Brasil insuportáveis. Um mês inteiro sendo mimados de todas as maneiras possíveis… isso não vai prestar. Minha mãe vai querer me devolver.

Nossa equipe e a dona da casa. Sorry, esqueci o nome dela.

E o povo come! Comi igual um condenado e depois da festa o Rob ainda quis arrumar jantar, mas eu falei que não conseguiria comer mais. Ele não se conformou muito e resolveu comprar pelo menos um sorvete. Sorvete roxo! O negócio é feito com uma espécie de batata doce oriental e côco (daqui a pouco o Lucas vem corrigir se eu tiver escrito errado). Então, mas o sorvete é bom.

Sorvete das Fia do Jorge

E quando estávamos voltando da sorteveteria, fez-se a luz! Desde que cheguei, percebi que antes dos cruzamentos, antes de escreverem STOP no chão, eles escrevem XING. Eu, na minha infinita cultura, concluí que XING significa PARE em alguma língua oriental. É, porque, né? O que mais tem por aqui é oriental.

Mas aí o Rob me explicou que na verdade o X não é um X, é um símbolo, tipo uma cruz. Vamos entender X = CROSS. CROSS + ING = CROSSING = CRUZAMENTO. Uma coisa dessas muda a vida do ser humano, não muda?