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minúsculos assassinatos e alguns copos de leite

“Eu choro às vezes. Quer dizer, eu choro sempre, acho que choro todos os dias. Mas de quando em vez eu choro assim, como hoje.

Eu choro simplesmente.

Choro de ficar com a boca quadrada, choro de sacudir o corpo, de abraçar os gatos com força e de matar o cachorro branco de angústia. Ele lambe meu rosto e chora baixinho e se assusta com os soluços. Choro porque é dor demais, é raiva demais. Amor demais.

Choro porque tudo é tão grande e eu sou tão pequena. Porque tudo existe, porque não existe nada lá fora, nada, nada. Choro por medo, porque tenho muita coragem. Tenho tanta coragem todos os dias.

Eu choro, sabe? Eu choro porque a dor não me deixa respirar e mesmo assim eu respiro fundo e solto o ar em oito tempos, como nos exercícios da aula de canto, enquanto bato claras em neve e meço a quantidade de leite para o suflê, enquanto ralo o queijo ou penduro a roupa no varal, enquanto misturo as tintas, enquanto lavos os pincéis.

Meu choro é porque sinto pena de mim. É porque sinto orgulho de mim. Eu choro enquanto penso que, mesmo não sabendo para onde ir, tenho cada passo programado. Eu choro, de quando em vez, porque me comovo e porque não sinto nada. Porque não há nada a fazer. Porque todas as atitudes precisam ser tomadas.

Choro poruqe sou impotente, porque tudo posso. Eu choro quase sempre, quase o tempo todo, porque o humano que há em mim se atira do parapeito e não há volta. Mas eu volto, todas as vezes. Todos os dias.”

Faz Azevedo

Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite

Editora Rocco

Cacete de aguia!

Ó, no post anterior era pra ter figurinhas simpáticas de maozinhas fazendo 5, 4, 3, 2 e 1. Bem firulado, bem poluído, porque eu tô é de saco cheio de ser Diretor de Arte e ficar preocupando com layout. Mas o universo, incluindo aí o WordPress, conspira contra essa minha decisão e me obriga a fazer as coisas mais caretinhas, limpinhas e, às vezes, bonitas.

 Mas fica aqui o meu protesto! Na próxima edição eu coloco tudo que tiver direito. (ui!)

Pelos poderes de Grayskull!

Em um mente semi-DDA como a minha, o que não falta é idéia maluca para atazanar a vida. Por exemplo, tenho pavor de pensar que as intermináveis viagens em função do Universo Paralelo (ou meninos chatos, como preferir) podem acabar em tragédia. E para acalmar meus instintos pessimistas, procuro acreditar que, como estamos preocupados em “fazer o bem e sermos melhores”, temos uma egrégora fodona que vai cuidar para que façamos todos uma boa viagem e cheguemos são e salvos no nosso destino.

Essa semana alguns colegas de Universo sofreram um acidente na volta pra casa. Nada grave, estão todos bem (ou quase). Mas fiquei com a pulga atrás da orelha. Se minha santa-egrégora-guarda-costas-anjo-da-guarda tá de férias, quem poderá nos defender?

Chapolin Colorado!Eu!

Você muda. Tudo muda.

Pois bem, nesses três quase cinco meses afastado da vida normal,  deu para colocar muita coisa na balança e estabelecer algumas prioridades. Não que que eu saiba exatamente o que fazer com isso, mas agora já trabalhamos conscientes que:

• preciso trabalhar com alguma coisa que me dê tesão. Ou pelo menos, que me anime a levantar minha  bunda gorda da cama e encarar um dia de trabalho.

• cada vez mais moda e menos publicidade.

• cada vez mais arte e menos burocracia.

• o universo paralelo apresenta problemas, como sempre. Alguns novos, outros recorrentes. Tudo indica que 2008/2009 exigirá muito trabalho e dedicação, talvez em quantidades nunca vistas. E isso dá medo e anima ao mesmo tempo.

• cada vez mais condado e menos roça iluminada

• cada vez mais universo paralelo e menos bodes velhos

• D. Monstra continua dançando lindamente. E eu babando, como sempre. Quando falo em tesão pelo trabalho, penso nela. Sabe alguém que consegue acordar cedo, encarar aula de yoga, clássico, ensaio, comida vegetariana, aluna chata e chegar no final do dia sorrindo de orelha a orelha? Por isso que eu tenho certeza que ali o sucesso é inevitável. É só uma questão de tempo.

Tudo que eu quiser…

E eu aqui, feliz da vida, ouvindo Los Hermanos, com toda melancolia que o 4 nos oferece, quando leio o seguinte texto no blog de uma ex-colega de trabalho-dupla-de-criação-amiga-conselheira-quase-irmã:

Entre as palestras que tenho sido convidada a ministrar e outras que estou pesquisando a fundo para ofertar, tenho me debruçado sobre os aconselhamentos mais diversos: marketing pessoal, mercado de trabalho, comunicação, criação – dicas inclusive que são efetivas e têm sido praticadas por mim nos últimos anos produzindo resultado. Tipo receita de bolo testada e aprovada, sabem? Mas percebo claramente que a força não está na dica e sim na energia de querer algo novo. Esse é o pulo do gato. De nada adianta coach sem um bicho carpinteiro no corpo, de nada querer uma nova vida sem abandonar a zona de conforto da anterior. Há dois anos atrás, nessa época, eu estava tranquilinha no meu emprego sem desafios, planejando os presentes de natal. E querendo mais da vida. Muito mais. Esse ano, ao contrário, devo ter mais afazeres que o bom velhinho. Minha lista, aliás, deve ser três vezes maior que a dele. Sem reclamações. Eu e o bichinho carpinteiro estamos mega-felizes!

E  hoje eu estou na mesma situação que ela estava há dois anos. A lista de presentes já está pronta, o cartão de natal dos amigos também e a lista de invenção de moda para o final de ano só aumenta. Há dois anos, quando a gente ainda trabalhava juntos, eu queria viajar, conhecer lugares diferentes e pessoas novas. E não é que aconteceu?

Me recuso a ler O Segredo, mas concordo que quando a gente quer mesmo alguma coisa, a vida se encarrega de fazer acontecer. Pelo menos comigo sempre foi assim. Vamos aguardar para ver o que 2008 nos reserva!

Sabe a empolgação com projetos, nova idéias, gás total e toda aquela animação do começo da semana?

Então…

Feriado! Comemore!

Sempre me perco nesses feriados de um dia só.

Fico esperando alguma coisa acontecer, alguém me ligar convidando para um super programa legal ou então, passar aquele filme bacana na TV… e nada.

 De repente, o dia acaba e a gente volta para a rotina como se nada tivesse acontecido.

 Falando nisso, acho muito cretino ficar a semana inteira esperando chegar o final de semana. Tenho pavor de pensar que a gente só pode se divertir no sábado e domingo, quando muito na sexta à noite. Por essas e outra que adoro sair para beber na quarta, ir ao cinema na terça e dormir bem cedo no sábado!

Momentos de Tensão

Dia tenso por aqui!

Os problemas pipocam por todos os lados. Graças ao bom deus, nenhum caiu no meu colo. Mas não é bom ver a casa caindo para alguns colegas.